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Especialização em Tradução de Inglês na UGF

Como já recebi mais de 1 vez pedido de informação sobre a especialização em tradução da Gama Filho, resolvi adaptar pra cá uma resposta que enviei a uma pessoa recentemente.

Comecei o curso em março de 2012 e estou gostando, sim. A faculdade é desorganizada, mas os professores são ótimos e dão boas aulas. Sou aluna do curso presencial, mas acho que o pessoal do EAD também aproveita bastante.
Meu palpite é que o curso vale a pena, mas evidentemente não resolve tudo sozinho. É de grande ajuda pra gente se situar quanto à tradução – não só quanto ao texto em si, mas postura, mercado, etc.

Meu comentário vai ser cricri, mas sincero: em geral, acho que o pessoal coloca no curso umas expectativas que não cabe a ele suprir. Primeiro, porque essa especialização pressupõe um conhecimento avançado de inglês; não adianta achar que as aulas vão conseguir tapar buracos da nossa formação. Segundo porque esperavam conseguir estágio por meio da faculdade e isso não aconteceu. Bem, o número de alunos é imenso, acho que seria impossível que isso acontecesse. Além disso, mesmo dando boas aulas, a faculdade não tem como garantir que os alunos tirem proveito real delas, certo? Acharia muito arriscado colocarem a mão no fogo por todos os alunos – certamente há ainda muitos que cometeriam deslizes sérios, e poucos com traduções realmente primorosas. O que eu imagino que eles façam é viabilizar o contrato de estagiário de alguém que tenha conseguido uma vaga em uma empresa, mas garantir vaga está além do controle deles.
Mas… sinceramente? Estágio na área de tradução é um negócio quase inexistente, porque a maioria dos tradutores são freelas e as empresas que contratam tradutores pagam realmente pouco. O melhor é ir se cadastrando em sites, mandar email pra agências (de qualquer país) e começar aos poucos como autônomo.
Traduzi um livro no início do ano mas ainda tenho pouca experiência com tradução; tudo isso aprendi acompanhando há uns 2 anos discussões deste grupo:
https://www.facebook.com/groups/tradutoreseinterpretes/

Não quero fazer propaganda da faculdade, que tem um monte de problemas, mas me sinto bem mais segura a traduzir agora, depois de já ter tido grande parte das aulas.

Se esse é um dinheiro que não vai te deixar mais pobre e te privar de nada importante, eu recomendo.
Alguém discorda?

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Eu sei, mas não devia

[Marina Colasanti]

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

[…]

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez vai pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

[…]

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

[Marina Colasanti. “Eu sei, mas não devia”. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1996, p. 9. Disponível em: http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp%5D

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A formiguinha e o mundo corporativo

[autor desconhecido]

Todos os dias, bem cedinho, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório. Ali transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor. Era produtiva e feliz, mas não era supervisionada.

O Marimbondo, gerente-geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata com muita experiência.

A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída, além de preparar belíssimos relatórios. Bem depressa se fez necessária uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma Aranhazinha, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Enquanto isso, a Formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava.

O Marimbondo, gerente-geral, estava encantado com os relatórios da Barata, e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e análise das tendências. Foi, então, necessário empregar uma Mosca, ajudante do supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida.

Logo a Formiga produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis que tinha de ser feita.

O Marimbondo, gerente-geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas: criaram a posição de gestor da área onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava. O cargo foi dado a uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora de área – claro – precisou de um computador novo, e quando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessária. A nova gestora logo precisou de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz.

A Formiga já não cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível.

“Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses”, disse a Cigarra. Mas um dia, o gerente-geral ao rever as cifras se deu conta de que a unidade na qual a Formiga produtiva e feliz trabalhava não rendia muito mais.

E assim contratou a Coruja, consultora prestigiada, para que fizesse um diagnóstico da situação.

A Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de “vários” milhões, que concluía:

“Há muita gente nesta empresa”.

E assim, o gerente-geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida…

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Pelo buraco da agulha

you see the world as you are

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Música francesa atual (Parte 2)

Não só francesa, mas música moderna em francês: música pop francesa atual frança música rádio 2012
(Em ordem aleatória, um pouco do que tem tocado nas rádios francesas em 2012)

Clique para ouvir ou dê clique direito + salvar como para fazer download.

1. Shakira: Je l’aime a mourir (Espanhol/Francês)     Download  |  Clipe música em francês da shakira

2. Ben L’Oncle Soul – Petite Soeur     Download | Clipe “je te connais par coeur” française

3. Jenifer: L’amor fou     Download | Clipe

4. Elisa Tovati: Tous les chemins     Download | Clipe

5. Tal: Le sens de la vie     Download | Clipe

6. Ycare: Lap dance     Download | Clipe “dit quand tu danses” à “quoi tu penses”

7. Mens-moi: merwan rim     Download | Clipe

8. Adieu: coeur de pirate     Download | Clipe

9. Bb Brunes: Lalalove you     Download | Clipe

10. Raphaël: Ne partons pas fachés     Download | Clipe

11. Amel bent: Je reste     Download | Clipe

12. Soulman: Ben l’oncle soul     Download | Clipe

13. Des ricochets: Paris Africa     Download | Clipe

14. Florent mothe: L’assasymphonie     Download | Clipe

15. Rod: ça ira mon amour     Download | Clipe

16. Corneille: Au bout de nos peines     Clipe

PARTE 1:  Não só de Edith Piaf vive a música francesa

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Dica de lembrancinha pra quem ainda está na França

O site da marca ELF vende maquiagem a partir de 1 euro (tem MUITA opção nesse preço) e tem kits de presente por 5 euros. A maquiagem é de ótima qualidade (voltada pra uso profissional) e vem em embalagens bem bonitas. O site é tentador, mas também uma opção barata pra quem não quer distribuir só chaveirinhos da Torre Eiffel quando voltar pro Brasil :)

Image

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Sobre o amor

O amor fere mais que nunca

[Carta Capital]      .

.         Nosso relacionamento com os relacionamentos hoje é tão caótico que afeta todas as partes de nossa psique. A dor do amor não é mais contida no coração, e um exército crescente de psicólogos e sociólogos advertem que o amor está em situação perigosa. O casamento moderno foi chamado de “tóxico”, a mudança de papéis entre os gêneros é acusada pelo aumento nos divórcios e o enfoque cada vez maior para a aparência está destruindo a ideia de uma alma gêmea em favor de um parceiro sexual.

    (…) nossa cultura capitalista consumista mudou a face de nossos relacionamentos, tornando-os irreconhecíveis. A crescente opção de namoros na Internet encorajou as pessoas a agir como “compradoras” — exigindo, comparando alternativas, constantemente tentando conseguir um negócio melhor e matando o instinto visceral e o acaso que sempre ajudaram os seres humanos a encontrar um(a) parceiro(a). Os homens adquiriram fobia a compromissos porque a ascensão do capitalismo os incentivou a ser autônomos e egocêntricos. (…)

Pra onde a obsessão por peitos e bundas está nos levando

[Casal sem vergonha]

          (…) Somos como crianças que, até tempos atrás não podíamos roubar o brigadeiro da mesa e que, momentos depois, somos presenteados com todos os tipos e sabores de brigadeiro do mundo. Comemos tanto, que ficamos com dor de barriga. Temos tantas opções, e não temos ideia do que fazer com elas. E aí nos direcionados pela embalagem – a mais bonita, a mais colorida, a mais chamativa.

.          Talvez precisemos mesmo aprender na marra a lidar com tanta liberdade, e parar de levar a vida como o adolescente que tem pais liberais, e que abusa dessa mordomia para sair causando. Somos seres inteligentes e não podemos mais desperdiçar a oportunidade de fazer boas escolhas. A liberdade que a nossa geração possui hoje permite que possamos conhecer diversas pessoas e escolher aquela que se encaixa com você. Porque, por mais que você se gabe de ser o pegador que come todas, o desejo de todo ser humano é encontrar e ser encontrado. (…) Se não fizermos algo a respeito, já consigo imaginar um futuro no qual as próximas gerações, traumatizadas pelos excessos, irão querer voltar aos moldes antigos e implorar pela chance de uma tarde namorando no sofá, com mãos dadas, debaixo dos olhos do sogro. Tudo para evitar que os prazeres da luxúria e da superficialidade falem mais alto e estraguem tudo. Mais uma vez.

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